Cowboy Cantor

segunda-feira, 26 de novembro de 2007

Novo Alinhamento do Cowboy Cantor

Esta semana não há emissão do Cowboy Cantor. Estou entretido a configurar o novo aspecto do blog, e também a mudar o material de gravação do podcast. Uma mesa de mistura real e um novo microfone estão a caminho, a ver se o som melhora.
Entretanto aproveito para anunciar o novo alinhamento do Cowboy Cantor.
A partir da próxima emissão podem contar com as rubricas “10 Para a História” e ainda “Odeio-me e Quero Morrer”, para além da faixa final do programa que ficará a cargo de alguém a ser convidado para participar na gravação do podcast, ou simplesmente irá sugerir uma faixa de acordo com o meu pedido, na rubrica “Dor de Ouvido”.

10 Para a História: uma lista de 10 temas que marcam um estilo musical, um artista, o fim de um namoro, um passeio a alta velocidade na via-rápida, ou o que me passar pela cabeça.

Odeio-me e Quero Morrer: dissertação a respeito das canções mais deprimentes que há memória. Esta rubrica poderá em certos momentos não ser de carácter muito sério.

Dor de Ouvido: partindo do pressuposto que a música é uma combinação de sons harmoniosos, o desafio é provar que se pode gostar de música se esta for uma sequência de sons que causam horror, arrepios, delírios, alucinações, pesadelos. Enfim, sons que nos arranhem os ouvidos, mas que até gostamos de ouvir.


Façam-se vocês próprios convidados do programa, e evitem que seja eu a ter o trabalho de fazer o convite. Enviem as vossas sugestões para o endereço electrónico cowboycantor@sapo.pt.

sábado, 24 de novembro de 2007

Aniversário da Morte de Freddie Mercury

Era para publicar qualquer coisa a respeito de Freddie Mercury, mas depois de saber que aqui já foi publicado um texto relativo à data, apenas deixo aqui uma confissão: comecei a gostar dos Queen, e hoje gosto muito, a partir do dia em que o Freddie Mercury morreu.
Foi a partir desse dia que comecei a ouvir, prestando mais atenção, a música que a banda fazia.
Era sem dúvida uma grande voz, e uma banda com grandes composições e grandes arranjos.
Long live the Queen.

domingo, 18 de novembro de 2007

Porque Comecei a Gostar de Música de Dança

Quando me preparo para rever pela 8ª vez o filme Trainspotting (o que faz com que seja esta a 9ª vez que vejo o filme), relembro-me que comecei a gostar de música de dança muito por culpa de "Born Slippy" dos Underworld.
Este não é o vídeo original, mas é o que tem o melhor som, e para além disso aparece a letra que quase dá para fazer karaoke.
Quanto ao filme, tem tudo:
Sexo, drogas, rock n' roll, humor, tragédia, romance.

sábado, 17 de novembro de 2007

Cowboy Cantor 22ª Emissão

Está de volta o primeiro podcast açoriano. Ainda único?
A casa é nova. O material de gravação é metade novo. O gosto pela música, e sua divulgação continuam os mesmos.
O regresso faz-se com música totalmente gratuita que circula pela Internet. Há country, rock e ska.

Artistas da semana por ordem alfabética:

Apollo Sunshine

Billy Alexander

Madness

Malajube

WinterKids

Transferência directa desta emissão aqui
Assinatura do Cowboy Cantor no iTunes aqui
Assinatura do Cowboy Cantor noutros leitores aqui

quinta-feira, 15 de novembro de 2007

Música Cover: que raio de palavra é esta?

(Nota: este texto tem trinta linhas. As primeiras vinte e sete são de exemplos e dissertações. A explicação está nas três linhas finais. Agora escolham quantas linhas querem ler.)

Desde que me lembro de ouvir falar de música, ou ler sobre música, encontro-me muitas vezes com a palavra “cover”. Para começar, português como sou, orgulhoso da minha língua e sobretudo professor, que dá aulas usando língua portuguesa, nunca uso a palavra “cover”, mas sim “cópia”.
Ora, aqui vai uma lição, para quem quiser aprender:
Cover (cópia), é quando um artista usa a música de outro artista, e toca-a tal e qual como foi gravada pelo artista original. Por exemplo, anos atrás duas senhoras da música pop gravaram uma cópia de temas dos anos 80. A Natalie Imbruglia gravou “Thorn”, um original dos Ednaswap. Também a Celine Dion gravou “The Power of Love”, original de Jennifer Rush. Quer num caso, quer noutro, a música soa igualzinho ao original. A diferença é que gosto mais de ouvir a Nathalie Imbruglia a cantar o “Thorn”, do que os próprios Ednaswap. Quanto à Celine Dion, mil a Jennifer Rush a cantar de ressaca. Mas o que interessa para a minha explicação é que, sendo dois temas que soam iguais ao original, estamos perante duas cópias (ou “covers”, para os mais teimosos).
Aquilo a que muitas vezes se chama de “cover” (ou cópia, para quem quer usar correctamente a língua portuguesa para comunicar), deveríamos sim chamar de “versão”. Versão porque fica diferente. Uma forma diferente de tocar um tema que foi composto e gravado por outros artistas, às vezes até pelos próprios.
Exemplos de versões, temos o que as coisas horrorosas que os Divinus fizeram à música portuguesa, os crimes que os Gregorian fizeram com temas como “The Sound of Silence” (Paul Simon & Art Garfunkel), “Brothers in Arms” (Dire Straits), ou então as coisas engraçadas, e muito bem feitas que os Vozes da Rádio fazem com muita da música que cantam. Há também o inexplicável álbum de homenagem aos Xutos & Pontapés, XX Anos XX Bandas, ou então o que os The Birds faziam com a música de Bob Dylan. Talvez seja este o exemplo perfeito: por um lado Bob Dylan tocava guitarra acústica e harmónica, e por vezes parecia que arrastava a música. Os Birds davam mais ritmo à música e usavam guitarras eléctricas, bateria, baixo, pandeiretas, e provavelmente menos álcool.
Poderemos também ouvir o “Eric Clapton MTV Unplugged”, e perceber facilmente que quando ele diz “Let’s if you can spot this one”, é porque vai tocar uma versão completamente diferente do original “Layla”, gravado por si próprio num ambiente muito mais eléctrico.
Trinta e duas ou três (dependo do tamanho 10 ou 12) linhas para explicar o que se pode dizer em duas:
Cópia (“cover”) é quando um artista usa a música de outro, e tenta tocá-la igual à gravação original. Versão, é quando um artista toca uma música de forma diferente à gravação original.