Cowboy Cantor

domingo, 18 de novembro de 2007

Porque Comecei a Gostar de Música de Dança

Quando me preparo para rever pela 8ª vez o filme Trainspotting (o que faz com que seja esta a 9ª vez que vejo o filme), relembro-me que comecei a gostar de música de dança muito por culpa de "Born Slippy" dos Underworld.
Este não é o vídeo original, mas é o que tem o melhor som, e para além disso aparece a letra que quase dá para fazer karaoke.
Quanto ao filme, tem tudo:
Sexo, drogas, rock n' roll, humor, tragédia, romance.

sábado, 17 de novembro de 2007

Cowboy Cantor 22ª Emissão

Está de volta o primeiro podcast açoriano. Ainda único?
A casa é nova. O material de gravação é metade novo. O gosto pela música, e sua divulgação continuam os mesmos.
O regresso faz-se com música totalmente gratuita que circula pela Internet. Há country, rock e ska.

Artistas da semana por ordem alfabética:

Apollo Sunshine

Billy Alexander

Madness

Malajube

WinterKids

Transferência directa desta emissão aqui
Assinatura do Cowboy Cantor no iTunes aqui
Assinatura do Cowboy Cantor noutros leitores aqui

quinta-feira, 15 de novembro de 2007

Música Cover: que raio de palavra é esta?

(Nota: este texto tem trinta linhas. As primeiras vinte e sete são de exemplos e dissertações. A explicação está nas três linhas finais. Agora escolham quantas linhas querem ler.)

Desde que me lembro de ouvir falar de música, ou ler sobre música, encontro-me muitas vezes com a palavra “cover”. Para começar, português como sou, orgulhoso da minha língua e sobretudo professor, que dá aulas usando língua portuguesa, nunca uso a palavra “cover”, mas sim “cópia”.
Ora, aqui vai uma lição, para quem quiser aprender:
Cover (cópia), é quando um artista usa a música de outro artista, e toca-a tal e qual como foi gravada pelo artista original. Por exemplo, anos atrás duas senhoras da música pop gravaram uma cópia de temas dos anos 80. A Natalie Imbruglia gravou “Thorn”, um original dos Ednaswap. Também a Celine Dion gravou “The Power of Love”, original de Jennifer Rush. Quer num caso, quer noutro, a música soa igualzinho ao original. A diferença é que gosto mais de ouvir a Nathalie Imbruglia a cantar o “Thorn”, do que os próprios Ednaswap. Quanto à Celine Dion, mil a Jennifer Rush a cantar de ressaca. Mas o que interessa para a minha explicação é que, sendo dois temas que soam iguais ao original, estamos perante duas cópias (ou “covers”, para os mais teimosos).
Aquilo a que muitas vezes se chama de “cover” (ou cópia, para quem quer usar correctamente a língua portuguesa para comunicar), deveríamos sim chamar de “versão”. Versão porque fica diferente. Uma forma diferente de tocar um tema que foi composto e gravado por outros artistas, às vezes até pelos próprios.
Exemplos de versões, temos o que as coisas horrorosas que os Divinus fizeram à música portuguesa, os crimes que os Gregorian fizeram com temas como “The Sound of Silence” (Paul Simon & Art Garfunkel), “Brothers in Arms” (Dire Straits), ou então as coisas engraçadas, e muito bem feitas que os Vozes da Rádio fazem com muita da música que cantam. Há também o inexplicável álbum de homenagem aos Xutos & Pontapés, XX Anos XX Bandas, ou então o que os The Birds faziam com a música de Bob Dylan. Talvez seja este o exemplo perfeito: por um lado Bob Dylan tocava guitarra acústica e harmónica, e por vezes parecia que arrastava a música. Os Birds davam mais ritmo à música e usavam guitarras eléctricas, bateria, baixo, pandeiretas, e provavelmente menos álcool.
Poderemos também ouvir o “Eric Clapton MTV Unplugged”, e perceber facilmente que quando ele diz “Let’s if you can spot this one”, é porque vai tocar uma versão completamente diferente do original “Layla”, gravado por si próprio num ambiente muito mais eléctrico.
Trinta e duas ou três (dependo do tamanho 10 ou 12) linhas para explicar o que se pode dizer em duas:
Cópia (“cover”) é quando um artista usa a música de outro, e tenta tocá-la igual à gravação original. Versão, é quando um artista toca uma música de forma diferente à gravação original.

segunda-feira, 12 de novembro de 2007

Aqui Estão os Sex Pistols

Trinta anos é muito tempo para algumas coisas. Para outras é insignificante. Por exemplo, dizer que foi há trinta anos que se lançou o álbum “Never Mind the Bollocks, Here’s the Sex Pistols”, poderemos dizer que trinta anos é muito tempo. E se pensarmos que os Sex Pistols só tiveram três anos de actividade efectiva, então estes trinta anos de aniversário do álbum, que se comemoram hoje, tornam-se intemporais. E é mesmo isso.
Não consigo atribuir ao único álbum de estúdio dos Sex Pistols o rótulo de punk do final dos anos 70, porque simplesmente ouço o álbum e sinto que grande parte das canções fazem sentido serem ouvidas ainda hoje. Quer pela temática das letras, quer pelo som.
A verdade é que este álbum e a banda nos seus três anos de actividade, entre 77 e 79, mudaram o rumo da música dos anos seguintes. Para muitos uma das melhores bandas de punk rock de Inglaterra, para mim a melhor de sempre.
Usando uma linguagem muito adolescente de hoje em dia, os Sex Pistols eram muito à frente, e adolescentes também: Sid Vicious, o guitarra-baixo da banda, e rapidamente tornado um ícone da música punk, considerado um músico sofrível, morreu aos 21 anos de overdose.
A primeira vez que ouvi a sério os Sex Pistols foi depois de ver o filme “24 Hour Party People” (filme em documentário da música de Manchester do início dos anos 80), em que se ouve “Anarchy in the U.K.”. O meu tema preferido dos Sex Pistols até nunca foi gravado em álbum, apenas em single, mas “Silly Thing” é de facto um tema com um refrão de estádio que tem a mesma idade de “Never Mind the Bollocks Here’s the Sex Pistols”, ou seja, intemporal.

segunda-feira, 22 de outubro de 2007

Musicovery: A Escolha é Tua

Musicovery: A escolha é tua., ou a música que tu gostas.
Quantas vezes já ouvimos isto em anúncios de rádios ou canais de televisão musicais? Inúmeras.
A escolha é tua: prometem tocar a música que nós escolhemos.
A música que tu gostas: prometem tocar a música que nós gostamos.
Às vezes penso que as rádios são como os políticos, alguns, porque há aqueles que nem sequer promessas fazem, e conseguem chegar a governar uma república. É claro que não estou a falar de José Sócrates, porque este não governa uma república.
Adiante. Se querem mesmo uma rádio, onde a escolha é nossa, e só toca a música que gostamos, visitem a Musicovery. Na página de abertura temas uma espécie leitor mp3 em que podemos escolher a data da música que queremos ouvir, o estilo, e até o ambiente musical. Depois, aparece-nos um organigrama com várias faixas relacionadas com as nossas preferências.
Aconselho uma visita ao sítio, e que explorem bem todas as funcionalidades.