Ao segundo álbum, Peter Cincotti confirma-se como sendo um grande talento da nova vaga de artistas de jazz, que mais do que se preocuparem com a composição, tentam dar uma nova vida aos clássicos.
Aos 22 anos de vida, este rapaz gravou um disco que irá de certeza absoluta mudar a sua vida, e a talvez a vida de quem vai ouvi-lo.
Para já, não consigo tirá-lo do meu leitor, ou pelo menos mantê-lo por perto.
Há alegria, há talento, há clássicos, há genialidade nos arranjos. Mas sobretudo há muito bom gosto em Peter Cincotti e nos seus companheiros.
On The Moon, abre com um clássico de Louis Armstrong. É sem dúvida a melhor escolha para a abertura do disco. Se os primeiros segundos do álbum prometem um desfilar de grandes temas, com grandes orquestrações, os temas seguintes confirmam o que é de facto um dos álbuns de jazz do ano.
Para aguçar o apetite vou deixar em escuta no Cowboy Cantor durante alguns dias St. Louis Blues, tema de abertura do álbum.
advertência: ao ouvir este disco a conduzir, poderemos correr o risco de efectivamente ficar na Lua, e perdermos a noção do que se está a passar à nossa frente. Acreditem, ao ouvir I Love Paris, original de Cole Porter, distraí-me, e quase que batia no autocarro que ia à minha frente.
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segunda-feira, 3 de outubro de 2005
sexta-feira, 23 de setembro de 2005
Janela de Sonhos
Isto é como as grandes descobertas científicas: muitas surgem por acaso.
Sempre me fascinou as colecção Buddha Bar. Apesar de achar que são álbuns muito caros, à volta de 30 euros, não resisto a ir coleccionado estas preciosidades artísticas sonoras e visuais.
No Buddha Bar IV, talvez o melhor de todos, às tantas começa-se uns sons de percussão étnica a acompanhar um solo de violino cigano. A melodia soa a algo que já se ouviu noutro lugar. Depois de uma introdução instrumental mágica, ouve-se uma voz de senhora que parece um jovem rapaz em mudança de voz.
É impossível não ser tocado pelo ambiente recriado por este tema. ´
Tudo soa a semelhante a outra música. Ao fim de algum tempo de puxar pelas minha memórias auditivas, lá me lembrei “A Window Of My Dreams”, cantado por Nash Didan, é nada mais do que uma versão chill out do Adagio em Sol menor para Órgão e Cordas, do compositor barroco Albinoni (1671 - 1751).
É uma sugestão de audição que deixo aqui no blog.
Sempre me fascinou as colecção Buddha Bar. Apesar de achar que são álbuns muito caros, à volta de 30 euros, não resisto a ir coleccionado estas preciosidades artísticas sonoras e visuais.
No Buddha Bar IV, talvez o melhor de todos, às tantas começa-se uns sons de percussão étnica a acompanhar um solo de violino cigano. A melodia soa a algo que já se ouviu noutro lugar. Depois de uma introdução instrumental mágica, ouve-se uma voz de senhora que parece um jovem rapaz em mudança de voz.
É impossível não ser tocado pelo ambiente recriado por este tema. ´
Tudo soa a semelhante a outra música. Ao fim de algum tempo de puxar pelas minha memórias auditivas, lá me lembrei “A Window Of My Dreams”, cantado por Nash Didan, é nada mais do que uma versão chill out do Adagio em Sol menor para Órgão e Cordas, do compositor barroco Albinoni (1671 - 1751).
É uma sugestão de audição que deixo aqui no blog.
sexta-feira, 9 de setembro de 2005
Nova Grande Explosão
Durante este Verão dediquei-me àqueles discos que ninguém vai ouvir, mas que são muito bons. E digo-vos, ouvi muita coisa nova, e muito boa. É mentira quando se diz que não se está a fazer boa música hoje em dia. O problema é que muito da boa música não passa nas rádios nem nas televisões.
Hoje estava para por a rodar no Cowboy um destes artistas que conheci, e que gostei, mas não se ouve falar assim muito. Estava… porque estou neste preciso momento a ouvir o novo álbum dos Rolling Stones, e quando acabar, vou voltar ao início. Se não tiver mais nada para fazer, sou capaz de o ouvir mais uma vez.
Este álbum é bom, é muito bom. Vicia. Quem conhece os primeiros álbuns ainda há-de pensar que este estava perdido nas prateleiras da editora, e só agora foi editado. Mas eles garantem, “A Bigger Bang” é mesmo de 2005. Sinceramente, poderia ser de 1977.
Se tivesse sido editado naquela altura seria um sucesso bombástico. Como foi editado em pleno século XXI, será talvez passe um pouco ao lado, uma vez que as tendências são outras.
Tudo neste álbum soa a grandes canções de rock n’ roll dos anos 70. Há rock, há country, há guitarras a miar, a gritar, há pianos a chorar, há guitarras a lamentarem-se, há amor, algum suor, e muitas, mas muitas malhas de bateria e guitarra que não deixarão muita gente em casa na “Bigger Tour”. Há acima de tudo refrões cantáveis por milhares de pessoas ao mesmo tempo.
Sobretudo nota-se que o álbum deu muito gozo a gravar, quer aos músicos, quer ao produtor, Don Was.
Mas porque havemos de ouvir um disco de uma banda que tem quase 50 anos de carreira, quando há muitos artistas novos por aí? Por uma simples razão: os Rolling Stones gravaram este disco para se divertirem enquanto que outros gravam para vender.
É (arrisco eu) um dos discos do ano.
A faixa que vos deixo aqui para ouvir é a segunda e chama-se “Let Me Down Slow”
Hoje estava para por a rodar no Cowboy um destes artistas que conheci, e que gostei, mas não se ouve falar assim muito. Estava… porque estou neste preciso momento a ouvir o novo álbum dos Rolling Stones, e quando acabar, vou voltar ao início. Se não tiver mais nada para fazer, sou capaz de o ouvir mais uma vez.
Este álbum é bom, é muito bom. Vicia. Quem conhece os primeiros álbuns ainda há-de pensar que este estava perdido nas prateleiras da editora, e só agora foi editado. Mas eles garantem, “A Bigger Bang” é mesmo de 2005. Sinceramente, poderia ser de 1977.
Se tivesse sido editado naquela altura seria um sucesso bombástico. Como foi editado em pleno século XXI, será talvez passe um pouco ao lado, uma vez que as tendências são outras.
Tudo neste álbum soa a grandes canções de rock n’ roll dos anos 70. Há rock, há country, há guitarras a miar, a gritar, há pianos a chorar, há guitarras a lamentarem-se, há amor, algum suor, e muitas, mas muitas malhas de bateria e guitarra que não deixarão muita gente em casa na “Bigger Tour”. Há acima de tudo refrões cantáveis por milhares de pessoas ao mesmo tempo.
Sobretudo nota-se que o álbum deu muito gozo a gravar, quer aos músicos, quer ao produtor, Don Was.
Mas porque havemos de ouvir um disco de uma banda que tem quase 50 anos de carreira, quando há muitos artistas novos por aí? Por uma simples razão: os Rolling Stones gravaram este disco para se divertirem enquanto que outros gravam para vender.
É (arrisco eu) um dos discos do ano.
A faixa que vos deixo aqui para ouvir é a segunda e chama-se “Let Me Down Slow”
quarta-feira, 7 de setembro de 2005
O Meu Amigo Fozzi

Este é o Fozzi. Lê-se à italiana, ou seja, acentua-se as duas vogais, e os “zz” lê-se “dz”.
O meu amigo Fozzi foi-me oferecido no dia em que eu fiz um ano, e desde este dia até há bem pouco tempo, foi o meu companheiro de todas as noites de sono. Durante o dia era o brinquedo preferido dos meus primos que vinham cá a casa. As marcas deixadas na face, ou a falta delas, são bem o espelho das brincadeiras pelas quais já passou o Fozzi nas mãos dos meus primos.
Hoje de manhã acordei, olhei para o lado, e lá estava ele, sentado numa cadeira, sozinho, porque a idade já não permite dormidas juntos. No entanto a companhia nunca foi dispensada, e já lá vão 26 anos.
No dia em que nasceu o Fozzi, o tema mais vendido era o “We Don’t Talk Anymore”, do Cliff Richar. Não será bem verdade, tendo em conta que continuo a ter o meu amigo urso sempre ao lado da minha cama.
Querido ursinho, esta é só para ti.
Como sempre, em dias de aniversários, fica em escuta aqui no Cowboy Cantor o tema referido.
domingo, 4 de setembro de 2005
De Volta Aos Palcos Blogosféricos
O Cowboy está de volta, e com ele voltam as críticas musicais, os conselhos, as informações, úteis ou não, os concertos, os aniversários, e tudo o que demais passou por cá na época passada.
Foi um Verão recheado de música e concertos. Alguns para recordar, outros para me lembrar de não voltar lá.
O grande destaque que dou aos concertos que vi vai sem dúvida para os Toranja na Povoação. Souberam da melhor forma enfrentar um público que saltou e bateu palmas, mas que no fundo estava à espera do fim do concerto para ouvir a Carta. Gosto particularmente desta banda, e depois do concerto na Povoação passei a gostar mais, muito mais.
Voltando ao princípio da época dos concertos, comecei pelos Blasted Mechanism nas Capelas. Grande banda, grandes discos, grandes concertos. Vê-se os Blasted Mechanism, e nunca mais se esquece, pelas melhores razões. A apresentação em palco, o apoio do público, e acima de todo a alegria com que a banda toca.
Em seguida passei pelo Festival de Rock que houve no Coliseu de Ponta Delgada. Pelo nome deduz-se que foi uma série de concertos com vários grupos de rock. O nome assim o indica, mas apenas foram três concertos em três dias, por três bandas diferentes. Não gostei dos Moonspell. Poderia ter gostado mais dos Xutos & Pontapés. Não tive coragem de ver os Morbith Death.
Não gostei deste festival porque a sala do Coliseu não é uma boa sala para concertos rock. O som difunde-se em demasia, uma das razões será o tecto muito alto, o que quase distorce o som geral da banda que está a tocar.
Em Angra do Heroísmo, estive perto dos EZ Special, e dos Marillion. De novo dois concertos em que o público estava essencialmente à espera de um ou dois temas de cada banda. E sempre que se ouvia um tema conhecido, mas que não era o que se estava à espera, alguém comentava “Não sabia que esta também era deles”. Talvez a maior surpresa foi quando os principiantes de guitarra começaram a ouvir o tema dos Marillion, “Lavender” (em audição aqui no Cowboy Cantor). Tudo e qualquer aluno de guitarra que se preze sabe tocar, bem o mal, a linha melódica do piano, mas poucos saberão como se chama, e de quem é esta canção.
De volta a São Miguel, vi os Da Weasel. Agora eu é que estava à espera de apenas três temas deles. O “Tod’a Gente”, que quase ninguém conhecia, “Outro Nível” e o “T'ás Na Boa” (uma explosão de raiva e alegria no palco e entre o público). Mas esperei por estes três temas, não por não conhecer o resto do trabalho deles, mas porque desde o seu terceiro álbum que deixei de gostar dos Da Weasel. Gosto muito do Dou-lhe Com A Alma, o aclamado álbum de 1995. Gosto do 3º Capítulo, mas depois disto, eles deixaram-se levar pelas campanhas de comercialização, e começaram a fazer música para vender, e não música com alma. De qualquer forma reconheço o estatuto de uma das melhores bandas portuguesas, quanto mais não seja pelo que os Da Weasel já foram.
E como diziam os Ministars (na sua versão de “I Get Weak”), foi assim o meu Verão.
Foi um Verão recheado de música e concertos. Alguns para recordar, outros para me lembrar de não voltar lá.
O grande destaque que dou aos concertos que vi vai sem dúvida para os Toranja na Povoação. Souberam da melhor forma enfrentar um público que saltou e bateu palmas, mas que no fundo estava à espera do fim do concerto para ouvir a Carta. Gosto particularmente desta banda, e depois do concerto na Povoação passei a gostar mais, muito mais.
Voltando ao princípio da época dos concertos, comecei pelos Blasted Mechanism nas Capelas. Grande banda, grandes discos, grandes concertos. Vê-se os Blasted Mechanism, e nunca mais se esquece, pelas melhores razões. A apresentação em palco, o apoio do público, e acima de todo a alegria com que a banda toca.
Em seguida passei pelo Festival de Rock que houve no Coliseu de Ponta Delgada. Pelo nome deduz-se que foi uma série de concertos com vários grupos de rock. O nome assim o indica, mas apenas foram três concertos em três dias, por três bandas diferentes. Não gostei dos Moonspell. Poderia ter gostado mais dos Xutos & Pontapés. Não tive coragem de ver os Morbith Death.
Não gostei deste festival porque a sala do Coliseu não é uma boa sala para concertos rock. O som difunde-se em demasia, uma das razões será o tecto muito alto, o que quase distorce o som geral da banda que está a tocar.
Em Angra do Heroísmo, estive perto dos EZ Special, e dos Marillion. De novo dois concertos em que o público estava essencialmente à espera de um ou dois temas de cada banda. E sempre que se ouvia um tema conhecido, mas que não era o que se estava à espera, alguém comentava “Não sabia que esta também era deles”. Talvez a maior surpresa foi quando os principiantes de guitarra começaram a ouvir o tema dos Marillion, “Lavender” (em audição aqui no Cowboy Cantor). Tudo e qualquer aluno de guitarra que se preze sabe tocar, bem o mal, a linha melódica do piano, mas poucos saberão como se chama, e de quem é esta canção.
De volta a São Miguel, vi os Da Weasel. Agora eu é que estava à espera de apenas três temas deles. O “Tod’a Gente”, que quase ninguém conhecia, “Outro Nível” e o “T'ás Na Boa” (uma explosão de raiva e alegria no palco e entre o público). Mas esperei por estes três temas, não por não conhecer o resto do trabalho deles, mas porque desde o seu terceiro álbum que deixei de gostar dos Da Weasel. Gosto muito do Dou-lhe Com A Alma, o aclamado álbum de 1995. Gosto do 3º Capítulo, mas depois disto, eles deixaram-se levar pelas campanhas de comercialização, e começaram a fazer música para vender, e não música com alma. De qualquer forma reconheço o estatuto de uma das melhores bandas portuguesas, quanto mais não seja pelo que os Da Weasel já foram.
E como diziam os Ministars (na sua versão de “I Get Weak”), foi assim o meu Verão.
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