Cowboy Cantor

segunda-feira, 20 de dezembro de 2004

O Homem Máquina

Andava eu num dia a caminho de casa, depois de mais um dia de aulas para os lados do Nordeste, quando percebi que o Herberto Quaresma iria voltar à rádio. Na altura percebi que era um programa novo. Diferente da Turma da Estação, e um pouco semelhante à Última Fronteira. Fiquei muito contente pelo anunciado e esperado regresso. Dias depois ouvi novamente o anúncio do regresso do ex-reitor e alfandegário, e então percebi que estavam a querer tramar a vida ao Homem Máquina. Então não é que puseram o Homem a trabalhar precisamente na hora dos futebóis. Na Segunda-feira acaba a jornada que começou na Sexta. Na Terça há Liga dos Campeões. Na Quarta e na Quinta há Taça UEFA. Na Sexta começa a nova jornada. Os jogos, como se sabe, durante a semana começam às 19:00, 19:30, 20:00. Então e quando é que se houve o Homem Máquina? Acho uma injustiça, e inadequado o horário proposto para o Homem Máquina. Será que o Homem Máquina, o Herberto Quaresma, merece que seja tratado como alguém de menor importância na rádio pública? Será que não devia ser tratado com mais respeito?

domingo, 5 de dezembro de 2004

Vinte e Qualquer Coisa

Pois é, quem o conhece já percebeu pelo endereço que está aqui acima de quem vou falar. Quem ainda não o conhece, devia. Chama-se Jamie Cullum. Tem 20 e qualquer coisa (como ele próprio diz numa das suas canções "Twentysomething".
O rapaz acredita ser influenciado pelo Kurt Cobain (ele sabe de cor todo o Nevermind), mas toca e canta jazz. Mas será mesmo jazz? Pelas palavras do próprio, "isto não é jazz. Eu ando a prostituir o jazz". Realmente, um concerto dele mais parece um concerto de música rock. E nota-se realmente uma certa influência do Kurt Cobain. Jamie Cullum não salta a tocar piano, ele salta para o piano para tocar. E salta mesmo: "I've got you (plam, um sapatada nas teclas do piano) under my skin. I've got you (plam, outra sapatada no piano) under my skin." Ele toca piano em pé. Nunca vi ninguém a tocar piano jazz em pé. Ele tira o microfone. Pede às pessoas para cantarem com ele. Ele bate no piano. Salta-lhe para cima, e salta-lhe em cima. Bate-lhe por cima, pelos lados, por baixo. Sim, porque o piano não se toca só nas teclas.
Enfim, o que o Jamie Cullum faz é uma mistura de uma encenação de um concerto do Robbie Williams, e um concerto clássico de jazz. Os próprios arranjos têm sonoridades pop/rock. O rapaz tem uma voz excelente, tem muito talento, e tem aquela sorte de tocar com grandes músicos.
O disco e o DVD andam à venda. É para quem gosta de jazz, e também para quem acha que não gosta.

sexta-feira, 3 de dezembro de 2004

Pink Floyd em tribunal

Tudo começou com estas palavras que agitaram o mundo: "We don't need no education. We don't need no thoughs control." Começa assim uma das canções mais polémicas e famosas dos Pink Floyd, "Another Brick In The Wall (part 2)", albúm "The Wall".
As vozes de crianças que se ouve na canção são de um grupo de alunos de um colégio fino de Inglaterra. A banda fez a proposta de gravação à direcção da escola, e a letra ao ser lida, fez com que a proposta fosse recusada. Os pais das crianças apoiaram a direcção nesta decisão. Mas os Pink Floyd insistiram, e as crianças também. E pronto, às escondidas, sem ninguém saber, nem pais, nem professores, nem directores, a gravação foi feita. E por este motivo, os nomes dos alunos e do colégio não aparece em lado nenhum.
As crianças cresceram, e agora têm um advogado (!?). Os Pink Floyd estão em tribunal (!?). Porquê? Porque as crianças, hoje adultos, exigem o pagamento dos direitos de autores das vendas feitas do albúm, e que nunca foram pagos. Pudera. Ninguém sabia quem eles eram. Como queriam ser pagos? Questão: será que algum dos alunos foi castigado por desrespeitarem uma ordem da escola e dos pais? Nota: os actuais e antigos directores do colégio apoiam os ex-alunos neste caso.

quinta-feira, 2 de dezembro de 2004

Vertigens

Dá-me vertigens só de pensar que numa semana os U2 venderam mais de 40 mil cópias do seu novo albúm: Vertigo. Fico com vertigens só pensar que um disco meu foi comprado por 40 mil pessoas numa semana, num país em crise. Fico com vertigens se penso que poderia estar no topo de toda a música pop/rock. E não é que os homens transformam em ouro tudo o que tocam.

Cowboy Cantor

A história é longa. Começa algures numa garagem da linha de Cascais em 1978, poucos meses depois de ter nascido. Em Dezembro. Eles juntaram-se. Um era beto, outro nem por isso. Os novatos eram um magricela e um rapaz que não se sabia o que estava ali a fazer. Mas tinham um sonho comum: tocar com os Rolling Stones. Foi no ano passado.
Chamavam-se a si próprios: Beijinhos E Parabéns, até ao dia que achavam que deviam ter um nome com o mesmo número de letras do Beatles. Assim nasceu os Chutos & Pontapés Rock N'Roll Band (nome oficial a quando do primeiro concerto). O resto da história já sabem como é.
O Cowboy Cantor é uma das minhas personagens preferidas do rock. Nasceu em 1997, num dos melhores discos de rock da história de Portugal: Dados Viciados, faixa número 10.